Ama a humanidade. Escuta a voz da natureza, que te brada: todos os homens são iguais, todos constituem uma única família. Tem sempre presente que não só és responsável pelo mal que fizeres, mas pelo bem que deixares de fazer. Faz o bem pelo amor do próprio bem. O Verdadeiro culto consiste nos bons costumes e na prática das virtudes. Escuta sempre a voz da consciência: é o teu juiz. Trata de te conhecer, corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões. Nos teus actos mais secretos supõe sempre que tens todo o mundo por testemunha. Ama os bons, anima os fracos, foge dos maus, mas não odeies ninguém. Fala sobriamente com os superiores, prudentemente com os iguais, abertamente com os amigos, benevolamente com os inferiores, leal e sinceramente com todos. Diz a verdade, pratica a justiça, procede com rectidão. Não lisonjeies nunca, é uma traição. Se alguém te lisonjear, toma cuidado não te corrompa. Não julgues ao de leve as acções dos outros. Louva pouco e censura ainda menos. Lembra-te de que para bem julgar os homens é preciso sondar as consciências e perscrutar as intenções. Se alguém tiver necessidade, socorre-o, se se desviar da virtude, chama-o a ela, se vacilar, ampara-o, se cair levanta-o. Respeita o viajante, auxilia-o; a sua pessoa é sagrada pára ti. Foge a contendas, evita os insultos, obedece sempre à razão esclarecida pela ciência. Lê, aproveita, vê e limita o que é bom, reflecte e trabalha. Faz quanto possas para o aperfeiçoamento da organização social, e assim contribuirás para o bem colectivo. Sê progressivo, estuda a ciência porque ela te conduzirá à verdade que tens por dever procurar. Não te envergonhes de confessar os teus erros. Provarás assim, que és hoje mais sensato do que eras ontem e que desejas aperfeiçoar-te. Moraliza pelo exemplo, sê obsequioso, tolera todas as crenças e todos os cultos, mas tem por dever lutar contra a superstição, o fanatismo e a reacção, como os mais resistentes obstáculos ao progresso humano. Educa e ensina, esclarece os outros com o teu conselho, inspirado pela circunspecção e pela benevolência. Regozija-te com a justiça, insurge-te contra a iniquidade: sofre os azares da sorte mas luta contra eles no intuito de os vencer. Procede sempre de forma que a razão fique do teu lado. Respeita a mulher, não abuses nunca da sua fraqueza, defende a sua inocência e a sua honra. Ama a Pátria e a Liberdade. Sê bom pai, bom filho, bom irmão e bom amigo. Quando fores pai, alegra-te, mas compreende a importância da tua missão. Sê um protector fiel do teu filho. Faz com que até aos dez anos te obedeça, até aos vinte te ame e até à morte te respeite. Até aos dez anos sê seu mestre, até aos vinte seu pai e até à morte seu amigo. Ensina-lhe bons princípios de preferência a belas maneiras; que te deva uma rectidão esclarecida e não uma frívola elegância. Fá-lo um homem honesto de preferência a um homem astuto.Irreverência, como elemento de transformação cultural e social. Cidadania, condição primordial para o exercício dos direitos políticos, na participação da vida publica.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
O verdadeiro catecismo
Ama a humanidade. Escuta a voz da natureza, que te brada: todos os homens são iguais, todos constituem uma única família. Tem sempre presente que não só és responsável pelo mal que fizeres, mas pelo bem que deixares de fazer. Faz o bem pelo amor do próprio bem. O Verdadeiro culto consiste nos bons costumes e na prática das virtudes. Escuta sempre a voz da consciência: é o teu juiz. Trata de te conhecer, corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões. Nos teus actos mais secretos supõe sempre que tens todo o mundo por testemunha. Ama os bons, anima os fracos, foge dos maus, mas não odeies ninguém. Fala sobriamente com os superiores, prudentemente com os iguais, abertamente com os amigos, benevolamente com os inferiores, leal e sinceramente com todos. Diz a verdade, pratica a justiça, procede com rectidão. Não lisonjeies nunca, é uma traição. Se alguém te lisonjear, toma cuidado não te corrompa. Não julgues ao de leve as acções dos outros. Louva pouco e censura ainda menos. Lembra-te de que para bem julgar os homens é preciso sondar as consciências e perscrutar as intenções. Se alguém tiver necessidade, socorre-o, se se desviar da virtude, chama-o a ela, se vacilar, ampara-o, se cair levanta-o. Respeita o viajante, auxilia-o; a sua pessoa é sagrada pára ti. Foge a contendas, evita os insultos, obedece sempre à razão esclarecida pela ciência. Lê, aproveita, vê e limita o que é bom, reflecte e trabalha. Faz quanto possas para o aperfeiçoamento da organização social, e assim contribuirás para o bem colectivo. Sê progressivo, estuda a ciência porque ela te conduzirá à verdade que tens por dever procurar. Não te envergonhes de confessar os teus erros. Provarás assim, que és hoje mais sensato do que eras ontem e que desejas aperfeiçoar-te. Moraliza pelo exemplo, sê obsequioso, tolera todas as crenças e todos os cultos, mas tem por dever lutar contra a superstição, o fanatismo e a reacção, como os mais resistentes obstáculos ao progresso humano. Educa e ensina, esclarece os outros com o teu conselho, inspirado pela circunspecção e pela benevolência. Regozija-te com a justiça, insurge-te contra a iniquidade: sofre os azares da sorte mas luta contra eles no intuito de os vencer. Procede sempre de forma que a razão fique do teu lado. Respeita a mulher, não abuses nunca da sua fraqueza, defende a sua inocência e a sua honra. Ama a Pátria e a Liberdade. Sê bom pai, bom filho, bom irmão e bom amigo. Quando fores pai, alegra-te, mas compreende a importância da tua missão. Sê um protector fiel do teu filho. Faz com que até aos dez anos te obedeça, até aos vinte te ame e até à morte te respeite. Até aos dez anos sê seu mestre, até aos vinte seu pai e até à morte seu amigo. Ensina-lhe bons princípios de preferência a belas maneiras; que te deva uma rectidão esclarecida e não uma frívola elegância. Fá-lo um homem honesto de preferência a um homem astuto.
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1 comentário:
Muito bom mesmo caro José Almeida.
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