segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Uma reflexão sobre as “equações eleitorais” e o significado das palavras…

Ontem no rescaldo das eleições repetiram-se incessantemente “uma vitória inequívoca” e “perderam”.
Já estamos habituados à amnésia e ignorância dos mercenários da comunicação, lacaios do poder, independente de quem o exerça que chega a ser obscena e dos não-comentadores que dão muito valor ao seu umbigo que cresce desmesuradamente como se se tratasse do nariz do Pinóquio mas não sabia que para ser politico, também se aplicavam os mesmos parâmetros.
A grande protagonista nestas eleições foi, mais uma vez, sem dúvida, a abstenção que continua a subir, atingindo a percentagem mais alta de sempre. Os Jovens que a engrossaram que de facto e em boa verdade, não têm problemas que os motivem a exercer o primeiro dever de cidadania porque quem os tem são os pais que os continuam a sustentar porque de outra forma, teriam motivos para se insurgirem manifestando-se usando a “arma” mais forte que é o voto, em vez da simples manifestação no muro das lamentações (facebook) sobre a precaridade de emprego, emigração, corrupção, etc. Em suma, exigem mudanças mas não fazem nada para que elas aconteçam. Quanto à pobreza em que muitos portugueses foram jogados e o sacrifício dos pais e avós, estão como diz o outro “que me importa que o meu vizinho bata na mulher, se não chegar sangue à minha porta”, não é um problema deles, por enquanto…
De toda a verborreia debitada pelos líderes da ainda “maioria”, só podemos chegar a uma conclusão, afinal de contas quem ganhou foi o lírico e oportunista do Sr. Portas e o seu CDS, agora em extinção, porque se tivesse ido a eleições sozinho estaria jogado para um simples quinto lugar, pouco acima do PAN. No seu discurso agradeceu ao Povo português a sua não vitória afirmando ser o terceiro maior grupo parlamentar, fruto de ter aplicado as mesmas equações que utilizou nas contas dos submarinos…
Mas afinal quem perdeu e quem ganhou e o quê?
O PSD concorreu sozinho em 2011 e obteve 38,63%, 105 deputados, agora coligado consegue 38,34%, 104 deputados incluindo a Madeira, portanto um decréscimo brutal por se tratar de uma coligação e ter perdido 25 deputados nesta legislatura. Ganhou o quê? Ontem, ao ouvir o discurso dos dois, principalmente do Sr. dos Submarinos, fez-me lembrar a história da Iena “faz sexo uma vez por ano, come merda, ri de quê?”. Bem sei que qualquer um deles é muito mau em matemática, ou não tivesse um deles, conseguido acabar o “curso” apenas aos 40 anos e ainda diz o pai que ele deveria seguir a carreira de docente e tornar-se catedrático de Economia “tem pai que é cego”… o mesmo não se pode dizer no que respeita a trafulhices…
O PS em 2011 obteve 28,05%, 73 deputados, agora 32,38%, 85 deputados. Perdeu o quê? O que está errado nesta equação? Apenas podemos dizer que não conseguiu ser o mais votado, ou atingido aquilo a que se propunham.
A CDU com o seu discurso cristalizado e repetitivo conseguiu um crescimento de apenas 0,33%, 1 deputado. Também se pode aplicar aqui a história da Iena…
Do CDS, não me vou repetir, é um ser em estado terminal. Acabou por dar o último suspiro.
O BE que concorreu sozinho, este sim, nestas eleições foi quem teve uma vitória inequívoca e única, apenas superado pelo candidato sem cadeiras no parlamento, a abstenção que contínua vitoriosa, para mal desta República tão mal representada por um não-Presidente que dentro da sua eterna ignorância não sabe que em 5 de Outubro se comemoram duas efemérides, a celebração do tratado de Zamora em 1143, considerada como a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina e em 1910 a implantação da República, a que ele deveria presidir, em vez de conseguir envergonhar a própria “monarquia”. Cada povo tem o emplastro que merece e a mais não é obrigado.
E agora?...
E agora, é por em prática os cenários previamente encenados pelo PR dentro da sua sapiência e a quem calhar o ónus da governação e oposição.  Há que, de uma vez por todas, respeitar a soberana vontade do Povo e saber ler nas entrelinhas.
Somemos: 32,38% (PS) + 10,22% (BE) + 8,27% CDU + a abstenção = Uma maioria inequivocamente estrondosa, não quer ser governada pela dita maioria mas com um inequívoco cartão amarelo ao PS a indicar-lhe o caminho, com um alerta de que se não o encontrar e entrar no trilho, sabem muito bem o que o espera… o mesmo que está a acontecer com os seus congéneres europeus que a passos largos vão enterrando a Social Democracia enquanto vão brotando os Neo Liberais como ervas daninhas…
Um conselho, que dou gratuitamente aos Senhores, Anibal, Passos, Portas e Costa, façam o favor de se demitirem que o povo agradece e ao Sr. Costa que peça desculpas ao Seguro que pelos vistos, estava bem seguro de si…
Até às próximas eleições intermédias… quem cá estiver que veja.
 
PS. Já me estava a esquecer da venda da banha da cobra do Marinho Pinto e desnudez da Amaral Dias que não conseguiu “Agir” e de outros que tal, em que o povo deixou bem claro que não gosta de traidores nem alpinistas sociais…

Sem comentários: