Ontem no rescaldo das eleições
repetiram-se incessantemente “uma vitória inequívoca” e “perderam”.
Já estamos habituados à amnésia e
ignorância dos mercenários da comunicação, lacaios do poder, independente de
quem o exerça que chega a ser obscena e dos não-comentadores que dão muito
valor ao seu umbigo que cresce desmesuradamente como se se tratasse do nariz do
Pinóquio mas não sabia que para ser politico, também se aplicavam os mesmos parâmetros.
A grande protagonista nestas
eleições foi, mais uma vez, sem dúvida, a abstenção que continua a subir,
atingindo a percentagem mais alta de sempre. Os Jovens que a engrossaram que de
facto e em boa verdade, não têm problemas que os motivem a exercer o primeiro dever
de cidadania porque quem os tem são os pais que os continuam a sustentar porque
de outra forma, teriam motivos para se insurgirem manifestando-se usando a “arma”
mais forte que é o voto, em vez da simples manifestação no muro das lamentações
(facebook) sobre a precaridade de emprego, emigração, corrupção, etc. Em suma, exigem
mudanças mas não fazem nada para que elas aconteçam. Quanto à pobreza em que
muitos portugueses foram jogados e o sacrifício dos pais e avós, estão como diz
o outro “que me importa que o meu vizinho bata na mulher, se não chegar sangue
à minha porta”, não é um problema deles, por enquanto…
De toda a verborreia debitada
pelos líderes da ainda “maioria”, só podemos chegar a uma conclusão, afinal de
contas quem ganhou foi o lírico e oportunista do Sr. Portas e o seu CDS, agora
em extinção, porque se tivesse ido a eleições sozinho estaria jogado para um
simples quinto lugar, pouco acima do PAN. No seu discurso agradeceu ao Povo
português a sua não vitória afirmando ser o terceiro maior grupo parlamentar, fruto
de ter aplicado as mesmas equações que utilizou nas contas dos submarinos…
Mas afinal quem perdeu e quem
ganhou e o quê?
O PSD concorreu sozinho em 2011 e
obteve 38,63%, 105 deputados, agora coligado consegue 38,34%, 104 deputados
incluindo a Madeira, portanto um decréscimo brutal por se tratar de uma
coligação e ter perdido 25 deputados nesta legislatura. Ganhou o quê? Ontem, ao
ouvir o discurso dos dois, principalmente do Sr. dos Submarinos, fez-me lembrar
a história da Iena “faz sexo uma vez por ano, come merda, ri de quê?”. Bem sei
que qualquer um deles é muito mau em matemática, ou não tivesse um deles,
conseguido acabar o “curso” apenas aos 40 anos e ainda diz o pai que ele
deveria seguir a carreira de docente e tornar-se catedrático de Economia “tem
pai que é cego”… o mesmo não se pode dizer no que respeita a trafulhices…
O PS em 2011 obteve 28,05%, 73
deputados, agora 32,38%, 85 deputados. Perdeu o quê? O que está errado nesta
equação? Apenas podemos dizer que não conseguiu ser o mais votado, ou atingido
aquilo a que se propunham.
A CDU com o seu discurso
cristalizado e repetitivo conseguiu um crescimento de apenas 0,33%, 1 deputado.
Também se pode aplicar aqui a história da Iena…
Do CDS, não me vou repetir, é um
ser em estado terminal. Acabou por dar o último suspiro.
O BE que concorreu sozinho, este sim, nestas eleições foi quem teve
uma vitória inequívoca e única, apenas superado pelo candidato sem cadeiras no
parlamento, a abstenção que contínua vitoriosa, para mal desta República tão mal
representada por um não-Presidente que dentro da sua eterna ignorância não sabe
que em 5 de Outubro se comemoram duas efemérides, a celebração
do tratado de Zamora em 1143, considerada como a data da independência de
Portugal e o início da dinastia afonsina e em 1910 a implantação da República, a que ele deveria presidir, em vez de
conseguir envergonhar a própria “monarquia”. Cada povo tem o emplastro que
merece e a mais não é obrigado.
E agora?...
E agora, é por em prática os
cenários previamente encenados pelo PR dentro da sua sapiência e a quem calhar
o ónus da governação e oposição. Há que,
de uma vez por todas, respeitar a soberana vontade do Povo e saber ler nas entrelinhas.
Somemos: 32,38% (PS) + 10,22% (BE)
+ 8,27% CDU + a abstenção = Uma maioria inequivocamente estrondosa, não quer
ser governada pela dita maioria mas com um inequívoco cartão amarelo ao PS a indicar-lhe
o caminho, com um alerta de que se não o encontrar e entrar no trilho, sabem
muito bem o que o espera… o mesmo que está a acontecer com os seus congéneres europeus
que a passos largos vão enterrando a Social Democracia enquanto vão brotando os
Neo Liberais como ervas daninhas…
Um conselho, que dou
gratuitamente aos Senhores, Anibal, Passos, Portas e Costa, façam o favor de se
demitirem que o povo agradece e ao Sr. Costa que peça desculpas ao Seguro que
pelos vistos, estava bem seguro de si…
Até às próximas eleições
intermédias… quem cá estiver que veja.
PS. Já me estava a esquecer da
venda da banha da cobra do Marinho Pinto e desnudez da Amaral Dias que não
conseguiu “Agir” e de outros que tal, em que o povo deixou bem claro que não
gosta de traidores nem alpinistas sociais…

Sem comentários:
Enviar um comentário