quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A ignorância é muito atrevida e o cinismo não lhe fica atrás…

O Sr. Cervejeiro, travestido de Ministro da deseconomia, ainda não se apercebeu que a cerveja do seu negócio é para vender e não para ele beber.

Depois de o ouvir hoje no noticiário, cheguei à triste conclusão que tinha bebido ou é mesmo burro. Já todos sabemos que para ser Ministro, ou vender cerveja não é preciso ser um expert em português e muito menos em matemática mas há limites para tudo, ainda mais quando se afirma que 90% dos portugueses demonstraram que não querem o PCP a governar e outros 90% o BE. Em quê que ficamos e quantos 90% há?

Quero acreditar que fez estas afirmações, depois de um jantar bem regado e que estivesse sob a influência “vino veritas” e no meio da confusão quisesse dizer que a maioria esmagadora, 47% dos portugueses, não quer que a coligação governe e prova disso, só votaram 57% dos portugueses inscritos e destes, só 36,83% querem a coligação a governar porque os restantes 63,17%, foram inequivocamente contra este governo. Portanto, onde está a tal maioria que quer a coligação no governo? Ou é uma análise proporcionalmente inversa? Deixemo-nos de coisas mas o senhor parece um galito da índia empertigado porque o CDS é o 5º partido que não chega a recolher 5% dos votos. Por isso remeta-se à sua insignificância e vá vender cerveja mas não se esqueça, é para vender, não para beber.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O Pé na Poça…

Mais uma vez o Sr. Presidente Silva ocupou tempo de antena para dizer o óbvio “que não tem competência para dar posse ao governo sem um entendimento parlamentar”. Podia-nos ter poupado desta afirmação desnecessária e fez-me lembrar de quando teve de interromper as férias por causa dos seus poderes limitados sobre Região autónoma dos Açores, em que o povo lamentou mas não pôde chorar.
Qual foi a parte da votação que não entendeu? É assim tão difícil ler o resultado das eleições? Já sei que só “Ele, lê direito por linhas tortas” mas com um bocadinho de esforço conseguia…
Vamos lá ver. O que o Povo quis dizer com a sua votação e abstenção foi que não o quer, nem ao seu afilhado e seus correligionários a governar mas que quem fez a merda, é que a tem de limpar, porque se não o fizer, terão de ser aqueles insectos chatos, com uma esperança de vida de 24 horas, conhecidas vulgarmente por moscas, a faze-lo porque se não existissem morreríamos entolhados nela… Portanto, não percebo porque quer agora que seja o PS a pegar na pá, quando a vitória dos seus neoliberais foi assim tão inequívoca e para isso servem o Passos e o Portas, um com a vassoura e o outro com a pá. Não está à espera que o Sr. Costa vá defraudar a vontade expressa dos seus eleitores, ou está? Sabe como diria a minha avó numa situação destas? “quem a fez que se desenmerde”.  
Pois não acredito que o PS caia daí abaixo, porque tem muito a perder e o Sr. vai ficar, não é com um menino nos braços mas com uma batata quente nas mãos. Cá se fazem, cá se pagam e não vai ser a Senhora da sua devoção que o vai salvar, mesmo que vá de Belém a Fátima a pé mas também não é caso para se atirar da ponte para o Tejo. Tudo se vai consertar e o senhor também já está no rescaldo da sua vida politica, em direcção ao convento de Alcântara.
Em tempo de chuva, ninguém está livre de pôr o pé numa poça ou de levar uma banhada. Quem não se quer molhar, não anda à chuva…

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Uma reflexão sobre as “equações eleitorais” e o significado das palavras…

Ontem no rescaldo das eleições repetiram-se incessantemente “uma vitória inequívoca” e “perderam”.
Já estamos habituados à amnésia e ignorância dos mercenários da comunicação, lacaios do poder, independente de quem o exerça que chega a ser obscena e dos não-comentadores que dão muito valor ao seu umbigo que cresce desmesuradamente como se se tratasse do nariz do Pinóquio mas não sabia que para ser politico, também se aplicavam os mesmos parâmetros.
A grande protagonista nestas eleições foi, mais uma vez, sem dúvida, a abstenção que continua a subir, atingindo a percentagem mais alta de sempre. Os Jovens que a engrossaram que de facto e em boa verdade, não têm problemas que os motivem a exercer o primeiro dever de cidadania porque quem os tem são os pais que os continuam a sustentar porque de outra forma, teriam motivos para se insurgirem manifestando-se usando a “arma” mais forte que é o voto, em vez da simples manifestação no muro das lamentações (facebook) sobre a precaridade de emprego, emigração, corrupção, etc. Em suma, exigem mudanças mas não fazem nada para que elas aconteçam. Quanto à pobreza em que muitos portugueses foram jogados e o sacrifício dos pais e avós, estão como diz o outro “que me importa que o meu vizinho bata na mulher, se não chegar sangue à minha porta”, não é um problema deles, por enquanto…
De toda a verborreia debitada pelos líderes da ainda “maioria”, só podemos chegar a uma conclusão, afinal de contas quem ganhou foi o lírico e oportunista do Sr. Portas e o seu CDS, agora em extinção, porque se tivesse ido a eleições sozinho estaria jogado para um simples quinto lugar, pouco acima do PAN. No seu discurso agradeceu ao Povo português a sua não vitória afirmando ser o terceiro maior grupo parlamentar, fruto de ter aplicado as mesmas equações que utilizou nas contas dos submarinos…
Mas afinal quem perdeu e quem ganhou e o quê?
O PSD concorreu sozinho em 2011 e obteve 38,63%, 105 deputados, agora coligado consegue 38,34%, 104 deputados incluindo a Madeira, portanto um decréscimo brutal por se tratar de uma coligação e ter perdido 25 deputados nesta legislatura. Ganhou o quê? Ontem, ao ouvir o discurso dos dois, principalmente do Sr. dos Submarinos, fez-me lembrar a história da Iena “faz sexo uma vez por ano, come merda, ri de quê?”. Bem sei que qualquer um deles é muito mau em matemática, ou não tivesse um deles, conseguido acabar o “curso” apenas aos 40 anos e ainda diz o pai que ele deveria seguir a carreira de docente e tornar-se catedrático de Economia “tem pai que é cego”… o mesmo não se pode dizer no que respeita a trafulhices…
O PS em 2011 obteve 28,05%, 73 deputados, agora 32,38%, 85 deputados. Perdeu o quê? O que está errado nesta equação? Apenas podemos dizer que não conseguiu ser o mais votado, ou atingido aquilo a que se propunham.
A CDU com o seu discurso cristalizado e repetitivo conseguiu um crescimento de apenas 0,33%, 1 deputado. Também se pode aplicar aqui a história da Iena…
Do CDS, não me vou repetir, é um ser em estado terminal. Acabou por dar o último suspiro.
O BE que concorreu sozinho, este sim, nestas eleições foi quem teve uma vitória inequívoca e única, apenas superado pelo candidato sem cadeiras no parlamento, a abstenção que contínua vitoriosa, para mal desta República tão mal representada por um não-Presidente que dentro da sua eterna ignorância não sabe que em 5 de Outubro se comemoram duas efemérides, a celebração do tratado de Zamora em 1143, considerada como a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina e em 1910 a implantação da República, a que ele deveria presidir, em vez de conseguir envergonhar a própria “monarquia”. Cada povo tem o emplastro que merece e a mais não é obrigado.
E agora?...
E agora, é por em prática os cenários previamente encenados pelo PR dentro da sua sapiência e a quem calhar o ónus da governação e oposição.  Há que, de uma vez por todas, respeitar a soberana vontade do Povo e saber ler nas entrelinhas.
Somemos: 32,38% (PS) + 10,22% (BE) + 8,27% CDU + a abstenção = Uma maioria inequivocamente estrondosa, não quer ser governada pela dita maioria mas com um inequívoco cartão amarelo ao PS a indicar-lhe o caminho, com um alerta de que se não o encontrar e entrar no trilho, sabem muito bem o que o espera… o mesmo que está a acontecer com os seus congéneres europeus que a passos largos vão enterrando a Social Democracia enquanto vão brotando os Neo Liberais como ervas daninhas…
Um conselho, que dou gratuitamente aos Senhores, Anibal, Passos, Portas e Costa, façam o favor de se demitirem que o povo agradece e ao Sr. Costa que peça desculpas ao Seguro que pelos vistos, estava bem seguro de si…
Até às próximas eleições intermédias… quem cá estiver que veja.
 
PS. Já me estava a esquecer da venda da banha da cobra do Marinho Pinto e desnudez da Amaral Dias que não conseguiu “Agir” e de outros que tal, em que o povo deixou bem claro que não gosta de traidores nem alpinistas sociais…