Vivemos uma época da
despersonalização e queda da identidade cultural, transformando-nos em autómatos,
num carneirismo seguidista das ditaduras das modas, demonstrando uma falta de imaginação, deixando-se (como no vestiário,
calçado, etc.) escravizar pelas ditas tendências impostas por um “mercado” de homens
e mulheres de gosto duvidoso, ao ponto do bizarro, como o de um tal José Castelo
Branco que como as mulas, é um hibrido, a uma senhora Paula Bobone, des-situada
no tempo e espaço que se acham no direito de impor estilos e tendências de que
nos tornamos reféns. O mesmo se está a passar com a cópia dos banhos públicos
que transformaram as pessoas em "macacos de imitação", travestidos de
palhaços, a desperdiçarem um bem escaço em muitos pontos do planeta, onde o
acesso à água potável não é possível, num desrespeito total por esses povos. Só
para terem uns segundos de notoriedade numa tentativa de um protagonismo efémero,
que até chega ao ponto bizarro - de uma loira que poderia ser morena, montada
num cavalo, despejar o balde e logo de seguida ser atirada ao chão pelo cavalo
que demonstrou mais inteligência que ela -, em contra partida de um suposto donativo
que muitas vezes não chega a acontecer, ficando-se pelo “banho” e que agora se
alargou a outros peditórios, como os bombeiros que bem sabem da falta que a
água faz, muitas vezes, no combate aos incêndios. Não é que a água gasta nesses
“banhos”, seja ela de balde ou agulheta, tenha significado na sua
sustentabilidade mas é uma questão de princípio. Não seria mais fácil de uma
forma discreta, darem apenas o donativo e pronto? Será que chegamos ao ponto da
desumanização em que para sermos solidários (que deveria ser um impulso
intuitivo e voluntário), precisamos de uma motivação compensatória? Parece que
ainda não entendemos porque nos organizámos em sociedade e quais os seus
valores perenes que nos distinguem da selva em que um deles, é precisamente a
solidariedade e a contribuição para o melhoramento do bem-estar de todos, em
que quem mais pode, ajuda os com menos possibilidades.
O que
estará a faltar nesta sociedade em que apenas conta o próprio umbigo, as
catedrais passaram a ser de consumo, a conversa é apenas à distância através de
teclados, com imagens e vocábulos sintéticos, onde o telemóvel tem lugar junto
aos talheres numa mesa de refeições? Tem um nome, VALORES que com ou sem balde
sucumbiram…
Que me
desculpem os seguidores desta moda dos “banhos públicos” e não estou a falar
dos da, “Civilização do Vale do Indo”, no actual Paquistão, “Grécia” ou “Roma”,
onde tinham como objectivo relaxar e socializar, estou-me a referir aos “de
balde”. Se precisam de água para fazerem um donativo, por uma causa justa, deixem-se
de “Ice Bucket Challenge”, sejam mais imaginativos e criem um modelo mais à
portuguesa “Atirem-se ao Rio ou ao Mar”, que também tem água e é corrente, para
além de este ano, por razões atmosféricas, também ser fria e assim poderem
gritar Aiiiii e é total.

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