quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Uma Coisa ou um Animal, eis a questão. Só que uns mais que outros...

Mais uma vez os deputados, pagos principescamente pelos nossos impostos, reféns dos lóbis e interesses económicos, se conseguem corromper moralmente, saindo com uma Lei hipócrita, em que se condena com pena de prisão quem maltrate um cão ou gato porque não são coisas mas sim animais, com direito à sua dignidade.

Até aqui, perfeitamente de acordo e só perde pelo tardio. Entretanto, os Touros podem continuar a ser maltratados e mortos nas arenas, nas mesmas onde os romanos lançavam os cristãos aos leões. Os coelhos, javalis, rolas, perdizes, etc. podem ser mortos por desporto e prazer dos caçadores, só porque estes seres já são coisas e não se inserem no grupo dos animais. Tudo porque os outros animais que se sentam nas cadeiras do Parlamento assim decidiram. Claro que todos são animais, só que uns mais que outros.

Os chineses que moram por cá, que se cuidem se apanharem por aí um cão vadio e o comerem, conforme a cultura deles na china, porque vão parar à cadeia.

Neste país de políticos acéfalos e Leis com dois pesos e duas medidas, o que resta aos animais, é os touros emigrarem para a India, onde estão protegidos e os cães imigrarem da china para cá, pela mesma razão. Os animais destinados à caça que se ponham ao fresco porque outros animais mais irracionais, armados de caçadeira, os perseguem.

É mais fácil um homem ficar impune por maltratar uma mulher ou criança que um animal de companhia. Já assim era na Idade Média.

Até onde os lóbis e a hipocrisia se podem sobrepor aos valores da vida.



domingo, 31 de agosto de 2014

DE BALDE À PROCURA DO DONATIVO

Vivemos uma época da despersonalização e queda da identidade cultural, transformando-nos em autómatos, num carneirismo seguidista das ditaduras das modas, demonstrando uma falta de imaginação, deixando-se (como no vestiário, calçado, etc.) escravizar pelas ditas tendências impostas por um “mercado” de homens e mulheres de gosto duvidoso, ao ponto do bizarro, como o de um tal José Castelo Branco que como as mulas, é um hibrido, a uma senhora Paula Bobone, des-situada no tempo e espaço que se acham no direito de impor estilos e tendências de que nos tornamos reféns. O mesmo se está a passar com a cópia dos banhos públicos que transformaram as pessoas em "macacos de imitação", travestidos de palhaços, a desperdiçarem um bem escaço em muitos pontos do planeta, onde o acesso à água potável não é possível, num desrespeito total por esses povos. Só para terem uns segundos de notoriedade numa tentativa de um protagonismo efémero, que até chega ao ponto bizarro - de uma loira que poderia ser morena, montada num cavalo, despejar o balde e logo de seguida ser atirada ao chão pelo cavalo que demonstrou mais inteligência que ela -, em contra partida de um suposto donativo que muitas vezes não chega a acontecer, ficando-se pelo “banho” e que agora se alargou a outros peditórios, como os bombeiros que bem sabem da falta que a água faz, muitas vezes, no combate aos incêndios. Não é que a água gasta nesses “banhos”, seja ela de balde ou agulheta, tenha significado na sua sustentabilidade mas é uma questão de princípio. Não seria mais fácil de uma forma discreta, darem apenas o donativo e pronto? Será que chegamos ao ponto da desumanização em que para sermos solidários (que deveria ser um impulso intuitivo e voluntário), precisamos de uma motivação compensatória? Parece que ainda não entendemos porque nos organizámos em sociedade e quais os seus valores perenes que nos distinguem da selva em que um deles, é precisamente a solidariedade e a contribuição para o melhoramento do bem-estar de todos, em que quem mais pode, ajuda os com menos possibilidades.

O que estará a faltar nesta sociedade em que apenas conta o próprio umbigo, as catedrais passaram a ser de consumo, a conversa é apenas à distância através de teclados, com imagens e vocábulos sintéticos, onde o telemóvel tem lugar junto aos talheres numa mesa de refeições? Tem um nome, VALORES que com ou sem balde sucumbiram…   

Que me desculpem os seguidores desta moda dos “banhos públicos” e não estou a falar dos da, “Civilização do Vale do Indo”, no actual Paquistão, “Grécia” ou “Roma”, onde tinham como objectivo relaxar e socializar, estou-me a referir aos “de balde”. Se precisam de água para fazerem um donativo, por uma causa justa, deixem-se de “Ice Bucket Challenge”, sejam mais imaginativos e criem um modelo mais à portuguesa “Atirem-se ao Rio ou ao Mar”, que também tem água e é corrente, para além de este ano, por razões atmosféricas, também ser fria e assim poderem gritar Aiiiii e é total.