
Quando já nos estávamos a esquecer de um passado recente em que um nosso Primeiro Ministro nos habituou com os seus “tabus”, não é que paira no ar um alvoroço na imprensa que, como não poderia deixar de ser, logo se aproveitou para aumentar a publicidade no “horário nobre” porque o então Primeiro Ministro, agora na condição de Presidente de todos os portugueses, acaba de interromper as férias para falar aos portugueses e que logo se especulava ser “caso importante” porque segundo o seu assessor “não iria intervir se não o fosse.
Bem, logo pensei, está indignado com o descalabro a que isto chegou. A corrupção já institucionalizada e aqui uma ressalva para a ASAI. O desemprego, os baixos salários e pensões de quem deu uma vida de trabalho em contraponto com as escandalosas dos Gestores Públicos, Deputados e outros tais, com “meia dúzia” de anos de passagem pelos cargos. Os abusos da GALP e os chorudos lucros que o estado tem em cima destes abusos. Os grandes lucros da Telecom. Os 700 milhões de Euros de dividendos líquidos da EDP, quando a Entidade Reguladora, que ainda não percebeu ao serviço de quem deve estar, até propõe que, as dívidas incobráveis dos consumidores caloteiros sejam imputadas aos consumidores cumpridores e porque não aos “gestores”?, que são pagos principescamente e que irão certamente ser premiados por não conseguirem cobrar e para o maior dos descaramentos, ainda querem aumentar as tarifas, argumentando estarem abaixo dos valores que deveriam ser cobrados. É preciso ter muita lata porque vergonha é coisa que eles já não têm há muito. E ainda (aqui fez-me lembrar a “bota botilde”), as Leis do Trabalho em que os trabalhadores só têm deveres porque os direitos são dos patrões que até têm o direito de os “escravizar”. Tudo em nome da Crise que, como não poderia deixar de ser, é só para alguns que, por acaso, são a maioria. A impunidade dos Bancos e seus offshore e uma longa lista de injustiças que dariam kilometros de linhas.
E eis que depois de todo este suspense em que o Zé Povinho já esfregava as mãos de contente “até que enfim o nosso Presidente vem tomar as nossas dores”, lhe cai em cima um “balde de água fria”. O que ele vinha, era fazer queixa da forma como estava a ser tratado pelo Parlamento Açoriano e pelo PS. Na Madeira até lhe podiam chamar o “Sr. Silva”, ou recusarem recebe-lo no Parlamento que estaria tudo bem mas, problemas domésticos, da familia politica, não são para aqui chamados. O que é para aqui chamado, é que a maioria dos portugueses, para além de acharem uma intervenção inoportuna, não entenderam absolutamente nada e muito menos que tenha feito o sacrifício de interromper as férias. É fruto da nossa ignorância, do ensino que temos, ou por outra, que não temos.
Os portugueses esperam mais do seu Presidente e não estão preocupados se os Parlamentos lhe dão ou tiram poderes. Isso é um problema que tem de ser resolvido nas estâncias próprias com o patrocínio do Tribunal Constitucional.
Um Povo empenhado e hipotecado, uma juventude sem previsões de futuro querem ouvi-lo falar do estado lastimável em que chegou a Justiça, o Ensino e a Saúde (dignas de um país de terceiro mundo), e também dos processos escandalosos dos Apitos de várias cores, Casas Pias, Pintos da Costa e outros impunes que se arrastam, sem fim à vista. Que lhe seja explicado o verdadeiro interesse e de quem, das obras megalómanas de um Governo com mentalidade de novo-riquismo, como o TGV, Aeroportos e travessias, até agora tão mal explicadas.
Os portugueses entendem e até agradecem as suas boas intenções mas todo este alvoroço, como diria o Herman, “não havia necessidade”.
Bem, logo pensei, está indignado com o descalabro a que isto chegou. A corrupção já institucionalizada e aqui uma ressalva para a ASAI. O desemprego, os baixos salários e pensões de quem deu uma vida de trabalho em contraponto com as escandalosas dos Gestores Públicos, Deputados e outros tais, com “meia dúzia” de anos de passagem pelos cargos. Os abusos da GALP e os chorudos lucros que o estado tem em cima destes abusos. Os grandes lucros da Telecom. Os 700 milhões de Euros de dividendos líquidos da EDP, quando a Entidade Reguladora, que ainda não percebeu ao serviço de quem deve estar, até propõe que, as dívidas incobráveis dos consumidores caloteiros sejam imputadas aos consumidores cumpridores e porque não aos “gestores”?, que são pagos principescamente e que irão certamente ser premiados por não conseguirem cobrar e para o maior dos descaramentos, ainda querem aumentar as tarifas, argumentando estarem abaixo dos valores que deveriam ser cobrados. É preciso ter muita lata porque vergonha é coisa que eles já não têm há muito. E ainda (aqui fez-me lembrar a “bota botilde”), as Leis do Trabalho em que os trabalhadores só têm deveres porque os direitos são dos patrões que até têm o direito de os “escravizar”. Tudo em nome da Crise que, como não poderia deixar de ser, é só para alguns que, por acaso, são a maioria. A impunidade dos Bancos e seus offshore e uma longa lista de injustiças que dariam kilometros de linhas.
E eis que depois de todo este suspense em que o Zé Povinho já esfregava as mãos de contente “até que enfim o nosso Presidente vem tomar as nossas dores”, lhe cai em cima um “balde de água fria”. O que ele vinha, era fazer queixa da forma como estava a ser tratado pelo Parlamento Açoriano e pelo PS. Na Madeira até lhe podiam chamar o “Sr. Silva”, ou recusarem recebe-lo no Parlamento que estaria tudo bem mas, problemas domésticos, da familia politica, não são para aqui chamados. O que é para aqui chamado, é que a maioria dos portugueses, para além de acharem uma intervenção inoportuna, não entenderam absolutamente nada e muito menos que tenha feito o sacrifício de interromper as férias. É fruto da nossa ignorância, do ensino que temos, ou por outra, que não temos.
Os portugueses esperam mais do seu Presidente e não estão preocupados se os Parlamentos lhe dão ou tiram poderes. Isso é um problema que tem de ser resolvido nas estâncias próprias com o patrocínio do Tribunal Constitucional.
Um Povo empenhado e hipotecado, uma juventude sem previsões de futuro querem ouvi-lo falar do estado lastimável em que chegou a Justiça, o Ensino e a Saúde (dignas de um país de terceiro mundo), e também dos processos escandalosos dos Apitos de várias cores, Casas Pias, Pintos da Costa e outros impunes que se arrastam, sem fim à vista. Que lhe seja explicado o verdadeiro interesse e de quem, das obras megalómanas de um Governo com mentalidade de novo-riquismo, como o TGV, Aeroportos e travessias, até agora tão mal explicadas.
Os portugueses entendem e até agradecem as suas boas intenções mas todo este alvoroço, como diria o Herman, “não havia necessidade”.
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